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Segunda, 06 Julho 2020 00:00

Perigos do Descolamento Placentário

Escrito por Equipe de Gestão de Mídias Sociais - Andrômeda Web Marketing
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Vamos entender primeiro o que é a placenta.

A placenta é o nome dado para o órgão vascular responsável por transmitir todos os nutrientes e oxigênio da mãe para o bebê através do sangue e eliminar o dióxido de carbono e os resíduos de nitrogênio produzidos pelo feto durante os 9 meses de gestação. Ela também secreta hormônios fundamentais para o desenvolvimento fetal e funciona como uma bolsa que aconchega o bebê dentro do útero.

Patologias placentárias podem causar a morte do bebê. Então, quando a placenta descola, há uma grande preocupação sobre a área descolada, o local do descolamento e a idade gestacional que este fato ocorreu.

O que exatamente é o descolamento de placenta?

O descolamento de placenta pode ser caracterizado como o desprendimento prematuro da superfície do órgão com o útero materno.

Descolamentos iniciais, que chamamos de descolamento do saco gestacional ou ovular, podem ser absorvidos e não causar aborto (dependendo da extensão). Já os descolamentos maiores no terceiro trimestre associados a patologias maternas são mais graves.

O que causa o descolamento prévio de placenta?

O descolamento de placenta pode ser por causa traumática externa, traumática interna e não-traumática.

A causa traumática externa também pode ser chamada de mecânica e diz respeito ao problema que pode aparecer em decorrência de traumas externos como acidentes ou quedas, por exemplo, são fatores externos que podem ser responsáveis pelo descolamento.

No caso de traumas internos, pode -se citar o cordão umbilical curto, o escoamento rápido do líquido amniótico, movimentação excessiva do bebê, retração do útero após o primeiro parto caso tenham sido gêmeos e contrações uterinas antes da data prevista para o início do trabalho de parto.

Quando se trata de causas não-traumáticas, a hipertensão é uma das principais motivações, presente em 75% das ocorrências, mas também temos a idade materna avançada, o deslocamento em gestações anteriores, a inflamação das membranas que envolvem o bebê devido a uma infecção bacteriana, a gestação de gêmeos, a diabetes mellitus, o tabagismo, o alcoolismo e uso de drogas, que também são fatores de risco.

Como diagnosticar descolamento de placenta?

O diagnóstico é clínico, ou seja, o médico pode avaliar que há um deslocamento de placenta através das dos sintomas apresentados pela gestante. O exame de ultrassom, é outra forma de se comprovar o diagnóstico de descolamento de placenta, que identifica também as condições de saúde do bebê e o tamanho do hematoma da placenta.

O importante é diagnosticar o mais rápido possível porque, um extenso deslocamento, pode causar a morte do bebê, comprometer o útero materno e ainda causar distúrbios de coagulação (o que aumenta a mortalidade materna)!

Como cuidar do descolamento de placenta? Qual é o tratamento? É necessário repouso?

É importante ressaltar que esse é um problema muito grave e a gravidez, nessas condições é considerada de risco e por isso a gestante deve ser encaminhada ao serviço de urgência das unidades hospitalares.

O tratamento depende da gravidade da situação e do estado de saúde materno e da criança. Se a gestante já ultrapassou a 26ª semana de gestação e o descolamento é severo, alguns especialistas podem indicar a realização do parto.

O repouso absoluto é indicado caso o descolamento não seja tão grande ou quando não há possibilidade de a mãe parir (gestações com menos de 26 semanas).
Quando o sangramento cessa, a gestante poderá voltar a realizar suas atividades, mas sem esforço e seguindo à risca as recomendações médicas.


Dra. Paula Joazeiro - Ginecologista Obstetra, Especialista em Reprodução Humana Assistida. 
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